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Cinfães

Cinfães, freguesia sede do concelho. A origem do nome parece ter sido Cynfanes. A vila de Cintiles procederá de nome pessoal, no genitivo Cintilanis ou seja "Cinfilanis villa".

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Cinfães, freguesia sede do concelho. A origem do nome parece ter sido Cynfanes. A vila de Cintiles procederá de nome pessoal, no genitivo Cintilanis ou seja "Cinfilanis villa". A meio da vertente, que se empina do Montemuro ao rio Douro, surge o burgo, ufano dos seus ínclitos horizontes. Com seu ar bucólico, os cheiros campesinos e toda a sua graça campesina, com casas trajando o rio, eiras amedondadas, canastros de tabuado com pés graníticos. Castanheiros a testar a correnteza do espaço.

O terreno é retalhado por minifúndios, em que cada um possuiu o seu campo. Propriedades com a respectiva casa, riais ou menos patriarcal, o que transmite ao concelho uns latejos de ancestralidade. Quase todas as casas estão viradas para o rio Douro, e enquanto umas se apresentam com fachadas nuas, outras carregam, com dignidade os respectivos brasões.

Da multiplicidade de casas, quintas e solares, destacam-se: Santa Bárbara (Sequeiro Longo). Casal (Casal de Civliies), Soalheiro (Cidadelhe), Chieira (Teixeiró), Bouças, Bouça, Paço (Travassos), Tintureiros, Fervença (vila de Cintiles), também conhecida por "Paço". Na área da freguesia aparecem topónimos que podem funcionar como interessantes pistas de pesquisa, como Contença, Travassos, Lagarelhos, Pedra Escrita (em Vila Viçosa), Pias (este talvez derivado de sepulturas abertas na rocha e, por ventura, ali existentes). Dos romanos ficaram as vilas de Cidadelhe.

Quer nas regiões altaneiras quer no vale surgem-nos locais que pelos materiais recolhidos em prospecção e em escavação nos sugerem uma ocupação pré-histórica do calcolitico e do bronze. Locais como Alto do Castelinho (Nespereira). Coroas (Ferreiros), Roda do Merouço (Nespereira) e Castelo Velho (Ervilhais. Nespereira) fornecem materiais como moinhos manuais oblongos e cerâmicas não torneadas que, por se encontrarem muito desidratadas pela exposição aos agentes erosivos, não permitem uma classificação segura.
No Alto do Castelinho são ainda perceptíveis restos do amuralhado que certamente circundava o cabeço, já na Quinta da Cheira (Cidadelhe, Cinfães) foram exumados em contexto de escavação moinhos manuais, artefactos em sílex e materiais ceramológicos da idade do cobre e do bronze, associados a buracos de poste e a silos.

A romanização do território que constitui nos nossos dias o concelho de Cinfães deverá ter-se efectuado ao tempo de Augusto, imperador responsável pelo ordenamento territorial da Hispânia Romana, provavelmente entre 16 - 13 a.C., altura em que se encontra documentada a sua presença em território peninsular.
Através dos elementos de que dispomos sabemos que os povoados da Idade do Ferro continuaram a ser ocupados após a ocupação romana do território sendo ampliados, nalguns casos, sob a sua influência.

De igual ou talvez superior importância seria o Castelo de S. Paio, na freguesia de S. Cristóvão de Nogueira. Implantado na linha dos 400 m, domina o vale e o curso do ribeiro com o mesmo nome até este se juntar ao Douro, perto da Barragem do Carrapatelo. O povoado desenvolveu-se em torno de um maciço rochoso que lhe servia de acrópole e ocuparia uma área vasta, a atender pela dispersão do material arqueológico. Só são visiveis pequenos troços de uma das muralhas, voltada a Norte. Há notícia de abundantes achados no aro deste povoado como bases, capitéis. Colunas de várias espessuras, silhares almofadados, um forno, moedas e inscrições, que pela sua qualidade e importância têm despertado a atenção de arqueólogos e de epigrafistas desde os inícios deste século.

Chapelaria
A trança é feita, geralmente, com três palheiras, sendo os 'canudos' aparados antes de empregue aquela nos chapéus, abanos ou cestas. Cose-se a trança com linha de doze(no caso dos chapéus) e oito(para as cestas).
Transportavam as tranceiras o produto do seu trabalho à cabeça, ajoujadas serra fora, debaixo das 'carrolas' de chapéus, abanos ou cestas que levavam presas num panal atado sobre a obra pelos pontas. Iam duas ou três fazer as feiras, faziam todo o percurso a pé, demorando horas e horas a vencer o dorso montemurano. O que mais receavam, nas idas para as feiras de Nespereira e Castro Daire, era o vento da serra. Carregadas como iam com 'Carrolas' muito grandes o vento impedia o normal andamento, já penoso, originando tantas vezes perigosas quedas. Quando viam neve para os lados de S. Pedro, não se atreviam a passar a serra e as feiras ficavam por fazer. Do mesmo modo o nevoeiro no alto dos montes era desmotivador de qualquer travessia.


Cestaria
Realizada por cesteiros, em quase todas as freguesias do concelho, em vime (cestas e açafates de variadas formas e tamanhos), em vergame de castanho (cestos e gigos) e de palha e silva (brezas).

Correeiros
Correias de escala e de cabação, com chocalhos de bronze e aplicações de metal amarelo

Latoaria
Candeias,lamparinas,almotolias,baldes,braseiras e cântaros,característicos de Porto antigo e Boassas.

Tamancaria
Tamancos elaborados em cabedal grosso trabalhado e madeira de lodo.

Tecelagem
Cobertores da serra lisos e carpados, em lã, carpetes, mantas, tapetes e passadeiras em tiras de pano.

  • Mantas,lençois e toalhas, em linho.
  • Capuchas (capas usadas na serra de Montemuro) em burel.
  • Rendas de algodão e de bilros

Odres
Para transportar o vinho,em pele de bovino

Miniaturas em Madeira
Miniaturas do Barco Rabelo, em madeira